SECRETARIA DE SAÚDE ESCLARECE SOBRE DESCARTE DE MATERIAL HOSPITALAR

Em relação à matéria sobre o descarte de material hospitalar de hemodiálise, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) esclarece que, primeiro: o material descartado não é originário da rede de Saúde de Silva Jardim, tendo sido prescrito e obtido em uma unidade de saúde de outro município, a qual já foi informada do ocorrido. Segundo, que o responsável pelo descarte, ao contrário do que ele afirmou, não fora orientado por nenhum Posto de Saúde do Município a jogá-lo no local. Terceiro, embora o material não pertença ao Município, a Secretaria de Saúde, no intuito de facilitar a resolução da questão, solicitou a dois servidores que retirassem o material, orientando-os quanto ao recolhimento, caso vissem algo contaminado.

A enfermeira Supervisora dos Postos de Saúde, Carla Aparecida da Silva Lima, esclarece, ainda, que, junto com uma equipe do Setor de Vigilância Sanitária, esteve na casa do responsável pelo descarte, no último dia 04/02, de onde retirara parte do material. Ocasião em que também combinou com o mesmo de recolher o restante posteriormente com um veículo próprio para transporte de lixo hospitalar, já que tratava-se de uma quantidade grande para o carro em que fora da primeira vez. O responsável pelo descarte revelara que o produto já estava na sua casa há cerca de um ano.

Ela informa que o responsável inclusive recebera uma mensagem da clínica de hemodiálise do outro município que forneceu o material dizendo que a mesma não faz recolhimento do produto e que ele mesmo teria que providenciar o descarte. E que o responsável fora devidamente treinado e orientado sobre como colocar o material em sacos pretos e descartá-lo como lixo comum, já que não oferece nenhum risco para a Saúde e/ou ao Meio Ambiente.

A Secretaria de Saúde informa, ademais, que um dos servidores que fez o recolhimento relatou que o material que estava na rua tinha validades de 2022 e 2025. E que a pessoa que fez o descarte lhe dissera que já jogara o líquido das bolsas fora. Relatou, também, que a mãe dele usava de forma contínua o material, mas que a máquina que ele utilizava apresentou defeito e sua mãe já estava residindo em outro município, tendo deixado aquele material na sua casa. Como ele não iria usá-lo mais, resolveu descartá-lo na rua.

Além disso, a própria Delegacia Policial (120ª DP), esteve no Setor de Vigilância Sanitária onde realizou a devida perícia dos medicamentos. Também levou o responsável pelo descarte para prestar depoimento.

A Secretaria acrescenta que todo paciente renal na modalidade peritoneal recebe bolsas em sua residência para fazer o tratamento. A família, ou por vezes o próprio paciente, é treinado nas unidades nefrológicas e liberado para seguir o tratamento conforme seu aprendizado seguro.

Assim como também são orientados pela mesma instituição sobre a forma de descartar o material utilizado, que pode ser jogado de maneira consciente em lixo comum. O paciente não utiliza saco branco para desprezar bolsas já utilizadas. O líquido da bolsa é composto de eletrólitos e glucose, que agem por osmose e difusão através da membrana peritoneal, “filtrando” o sangue do paciente.

A Secretaria de Saúde explica, enfim, que o acúmulo de material hospitalar nas residências de pacientes em diálise acontece por alguns fatores. Como sobra de pedido já previsto mensalmente, e, como já foi explicado, por defeito na máquina. Neste caso, o tratamento pode ser feito manualmente com outro tipo de bolsa.